Mestre Irineu - Aprígio Antero Serra (primo do Mestre)

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Foi na época do noivado com sua prima Fernanda, que houve uma briga de rapazes num tambor de crioula, o que fez com que Irineu deixasse a terra onde nasceu e ganhasse mundo em direção a São Luís, a capital. E ele foi pra festa, mas nessa época os filhos que não tinham pai erram criados pelos tios.


O Irineu foi fugido da mãe dele pra esse tambor de crioula, combinado com o Casimiro, primo dele que era do mesmo tamanho, e quando foi dez, onze horas da noite pegaram um barulho, aí começaram a briga, botaram todo mundo pra correr e inventaram de pegar um facão e cortar tudo quanto era punho de rede do dono da casa, derrubaram porta e tudo.


Aí, mandaram avisar a mãe dele. Já quase uma hora da manhã ela foi bater na casa do tio, o Paulo Serra, para contar o que tinha acontecido. Ele disse que de manhã, quando fosse botar água pro gado, passava na casa dela. Quando chegou perguntou: “Cadê o preto?” E a mãe dele, que tava enchendo as cabaças de água da cacimba, disse: “Tá aí.” E o padrinho Paulo, com um rebenque com oito pernas de cada lado, chamou o sobrinho brigando. E foram três tacadas em cima da cabeça de Irineu. Foi o padrinho sair, ele pegou uma calça de saco, uma camisa de brim alfacim, tudo dentro de um saco de trigo, e ganhou o mundo, só foi aparecer de novo quarenta e seis anos depois, ninguém não sabia nem se estava vivo ou morto.